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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Há que ter Fibra!

Aliada a uma vontade recente de praticar mais desporto - afinal o tempo começa a convidar - e às informações que o meu curso começa a fornecer, decidi iniciar alterações em alguns hábitos alimentares de modo a sentir-me melhor e mais saudável comigo mesmo. Ainda sou muito amadora, o meu amor à comida é grande e a queda em tentações calóricas é assustadora (ainda ontem 'roubei' dois Guylian da minha mãe, brr) porém, decorrente da época de exames e das muitas gomas e doçarias ingeridas, notei umas curvas desconhecidas no meu corpo. E não, isso assim não pode ser!

Uma das minhas primeiras mudanças dar-se-á hoje: fibra, lanches e pequenos almoços!
Quantas não são as vezes que chegamos à faculdade só com um iogurte bebido ou uma tigela de leite mal digerida? Comigo é constante: levanto-me, preparo-me, engulo uma tigela rápida de leite com cevada e corro para o autocarro. Quando chego à faculdade a fome já é tanta que PUMBA!, lá vai a Daniela cair em más tentações. E o mesmo acontece com ao retorno a casa: apetece-me atacar todo o frigorífico. Nada disto é impedido, mas há que começar a ter em conta o que realmente deve ser ingerido, com nível de satisfação igual.


As fibras são hidratos de carbono que não são absorvidos pelo organismo. Desta forma, as suas calorias não são contabilizadas na nossa própria ingestão e, simpaticamente, ajudam ainda na redução da absorção de outras porções da nossa dieta que queríamos bem longe do nosso organismo. De um modo geral, temos dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis. As solúveis são caracterizadas pela absorção de água, formando substâncias gelatinosas que impedem a entrada das gorduras por absorção (importantes para redução de níveis de colesterol, por exemplo) e aumentam os níveis de saciedade (muito importante na dieta); ao invés das insolúveis que não interactuam com a água mas ajudam no aumento do bolo fecal, numa redução da prisão de ventre e melhor trabalho intestinal.


De modo a aumentar a minha ingestão de fibras, decidi enveredar no desenvolvimento de algumas 'papas' de iogurte natural com muitos destes carbohidratos pelo que, muito determinada, meti hoje pé no Continente e decidi-me por uma saquinha de farelo de aveia e outra de farelo de trigo. Os preços por saca são formidáveis, muito mais acessíveis do que tinha em mente - menos de um euro cada um - pelo que essa desculpa não pode dar a mão a ninguém que a queira usar.


A aveia é uma fibra fabulosa e atualmente muito falada em estudos recentes, por ser capaz de reduzir os níveis de colesterol e o risco de doença cardiovascular. Comprei uma pequena embalagem de 200g da marca branca do Continente - ÁreaViva -, onde cada 100g de produto fornecem 8,2g de fibra. Já o farelo de trigo (uma embalagem de 250g da marca Saluten) tem um valor absolutamente fascinante de 46,0g por 100g de produto: ou seja, com quatro colheres de sopa já tens a tua suplementação de fibra diária assegurada! A escolha do iogurte foi para o natural da Mimosa que, pelos meus exames, não era o com menos açúcar - a marca branca possuía uma quantas gramas a menos de açúcar - mas foi o mais fácil de transportar na viagem longe para casa que ainda me esperava.

Ainda não experimentei uma 'paparoca' de todos estes ingredientes, adicionados a alguma fruta. Espero dedicar-me daqui a uma hora a tal - estou ansiosa!
 Espero que apesar de longa, tenham gostado desta publicação. Acharam útil? 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Catabolizem-me!


Se há disciplina que me custa MUITO engolir é Bioquímica. Não consigo de maneira alguma ganhar amor a este conjunto de átomos malandros, por mais que me esforce. Pelo que, estar neste momento a fazer um trabalho sobre catabolismo de proteínas e coisas semi parecidas é super entediante para mim. Força!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Livre, livre, livre!

   

E finalmente as férias chegaram: acabaram os livros, acabaram as noites até às 5h seguidas de manhãs mal acordadas, acabaram a gatafunhada em todo o lado. Triste assumo que a minha vontade voltou a decrescer, que voltou à mente a forma como odeio tudo isto que estudo e que me custou muito, mesmo muito, a estudar. As minhas notas refletiram tal: foram todas baixinhas, apesar de ter passado a tudo o que fiz até agora. (Acredito, porém, que nesta fase de recurso não vou ter tanta sorte nas notas.) Sinto-me triste mas feliz, finalmente a respirar, ainda a tentar meter na cabeça que tudo acabou (momentaneamente). Agora tenho de me organizar muito bem... tenho nas mãos o poder de começar a mudar a minha vida, já.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Study Time


Voltou a guerra! Oh, Bioquímica maldita!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ideias Cinzentas

Desde pequena que a frase que mais me definia, até quando mal, mal, mal me conheciam era "Estás sempre a sorrir.". Sempre achei que o sorriso era a melhor resposta para deixar o mundo melhor - afinal, odiava e sentia um aperto no peito sempre que alguém era mais sério comigo; se não gostava, porque fazer igual? Assim percorri a minha infância e a minha adolescência com bons amigos, com conselhos que dava de coração e uma brincadeira sempre pronta no bolso. Não me importava mais nada do que viver. Não me importava o que os outros pensavam, porque sabia que não havia dedos que me podiam apontar - mas porque fazia muito por isso. Mesmo passando uma infância a falar mal, numa terapeuta da fala, sem saber dizer Ds, Js, Zs Xs (nem o meu nome conseguia dizer, coisa mais cómica!). Tive também uns quantos amigos que me diziam, de olhos bem fixos, que não devia ser tão inocente com todo o mundo, confiar, porque um dia o mundo magoava-me. Eu, de peito cheio, sempre respondi o mesmo "Se não confiar no mundo, o mundo não confia em mim. Se não confiar nas pessoas, só vou dar motivos a que não confiem em mim. Eu dou o melhor de mim e sei que vou receber de cada um o melhor.". No entanto, cresci. Lembro-me de uma data substancial que foi um estalo na minha cara, somente porque uma rapariga que mal conhecia me disse "Estás a difamar-me. Não sabes nada da minha vida e ouves coisas que não são verdade. O que ouviste?" (com tanta falsidade num olhar que nunca outrora tinha visto, enquanto eu negava o que tinha ouvido, por defender quem me era amigo) "Não me contas, darei cabo do teu percurso escolar. Os meus pais vão a tua casa. E vou falar com a direcção escolar.". Saí atormentada; aí foi uma das primeiras vezes que senti os joelhos a tremer, pelas palavras mas ainda mais por uma falsidade em olhos que nunca outrora tinha visto. Alguém mesmo mau. Lembro-me que isso mudou-me mesmo e apetecia-me berrar naquela pessoa que nada era e passou a ser das primeiras por quem passava e não conseguia evitar um esgar de ódio. Mas mesmo num patamar acima, o meu sorriso permaneceu e permanece, só com a tristeza de me ter cruzado com pessoas que têm maldade a mais dentro de si... talvez um dia melhorem (há sempre um pedaço bom).

  

Partilho hoje este pequeno pedaço de mim porque sinto-me, mais um dia, completamente abalada pelo rumo que a minha vida está a levar. Sinto-me naqueles dias em que tudo o que passaste a esconder diariamente, para te deixar mais forte a enfrentar um novo sol, desaba em cima de ti - sai da caixa e bate-te de força na cara. Tudo o que não me orgulho, a vida que estou a levar, os sonhos que não estou a viver, o percurso que continuo a levar e a voz irritante e diária que me diz que não vou conseguir nada porque, no final de contas, até hoje não consegui acabar nenhum plano meu. Que não vou sair desta vida, que a batalha é dura de mais para mim, que nunca vou ser feliz como todos - mas mesmo todos - os dias imagino de olhos fechados:  a minha liberdade, a minha independência, um curso que ame, uma vontade de estudar, o meu amor perto de mim, ideias preconceituosas longe e uma casa onde eu possa caber . Porque eu confiei no mundo, e ele não confiou em mim. Todos os dias estou numa vida que não ambicionei; todos.
( Escrito e sentido a 11 de Janeiro de 2014. )

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

É o bichinho herói!

 (A publicação é longa, mas de extrema importância ler.) 


De televisão ligada, ouço no telejornal uma notícia sobre a recusa aos antibióticos. E a verdade é que...  RECUSEM-NOS ! Pareço uma super mãe galinha, a falar sobre os problemas que estes medicamentos fortes têm, aquela gota de preocupação a cair da testa, mas o problema não é assim tão pequeno que não deixe um pedaço de susto no coração (um pedaço grande).

Porque, a quem não conhece, apresentem-se as batérias - pequenos seres, invisíveis ao olho nu humano, que mexem e remexem em todos os cantos do nosso mundo. Alguns, permitem a nossa sobrevivência e existem aos milhares de milhão no nosso organismo, nos nossos alimentos, na nossa vida. Outros, são pequenos seres malévolos. Mas todos têm um ponto em comum: por mais pequenos que sejam, têm um poder de resistência muito assustador. E tal aplica-se aos antibióticos. Os antibióticos, de um modo muito geral, foram formulados para matar estas famílias más de batérias que nos infestam. Quando apareceram, as infecções (principal causa de morte mundial) decresceram totalmente, sendo hoje uma pequena causa para o óbito. Foi a época de ouro: a cada pequena doença, lá se ia à farmácia pedir o medicamente milagroso e voilá, que já se ficava tão bem. Até... os efeitos reverterem. O medicamente milagroso, com as gerações ou mesmo na própria deixava de atuar, a pessoa mantinha a doença mas, num piscar de olhos, ia buscar mais um antibiótico e tudo bem. O que se começou a descobrir é que estes pequenos seres são como - de uma maneira bem divertida - desportistas inicialmente preguiçosos: levam com esforço em cima e morrem, caem no chão, rastejam, desistem. Mas a cada dose de esforço, quem não ganha músculo? Quem não adapta o seu corpo? Então, a cada dose de um determinado composto químico específico, as batérias começaram a adaptar-se, cada vez mais, até os efeitos de tal já nada realizarem: muitas vezes, até fortificarem as suas consequências negativas no organismo.


Em suma, os estudos científicos foram claros na conclusão assustadora cada vez mais debatida:  se num momento descobrimos a cura milagrosa para uma doença infecciosa, noutro já essa mesma cura deixa de o ser.  E as soluções? Desaparecem. Ironia das ironias, já houve um caso polémico de um homem com uma batéria resistente... A TUDO! A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem em mãos um problema assustador. Estamos a fortalecer, muitas vezes, um mundo demasiado pequeno mas, pelo que parece, muito mais inteligente que nós.

Parte de nós combater o avanço destes pequenos heróis vilões:
evita os antibióticos, tomando-os
apenas em caso de NECESSIDADE EXTREMA.
Ou, dentro de ti, estarás a criar um pequeno herói vilão cada vez maior.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

De Plano Falhado...

Eu disse a mim mesmo, de forma muita convincente, que ia vir cedo para casa para estudar um bocadinho de Fisiologia, só por desporto - é que vai e vem, a matéria acumula e, sabendo como aparvalho com a matéria toda de exame, prometo isto sempre no início dos semestres, embora caia sempre em plano falhado -; porém o blogue apareceu-me à frente, deu a mão ao Facebook e convidou o Pinterest a entrar. Quando dei por mim, a tarde passou, a noite chegou e... cá estou eu novamente de planos falhados. Será que ainda vou estudar algo? Querido Boron - seduz-me!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Não Vontade

A não vontade está a regressar e, mesmo que seja algo que carrego já à uns dois anos, continua estranho sentir tudo isto: não tenho vontade de acordar, de preparar mala e abalar para mais de uma hora de viagem para a faculdade. Às vezes não sei se é da distância ou da falta de horas de sono, mas acho sinceramente que o principal motivo é o apego à minha família, aquele retornar diário a uma vida que não controlo. A cada dia que passa, cansa-me não só não ter entrado no curso que queria como, principalmente, não escrever a história que quero pelas minhas próprias mãos: queria tanto viver sozinha, cozinhar sozinha, planear saídas sozinha, entendem? E sinto-me longe de tudo isso, a cada manhã acordada numa cama longe demais de tudo. Quem sabe um dia - só não sei com que plano. Queria-me longe daqui, numa volta de 180 graus, perto de mim, quem sabe perto do G., mas numa batalha só minha.

Adormeci. Ou melhor... não tive vontade de acordar. Perdi duas camionetas. Perdi duas aulas.
E a não vontade ataca diariamente.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

É o Ping de Bom Dia


Chove, chove. Ainda na cama, só pensava na longa viagem que ainda tinha a realizar, cheia de coisas nas mãos, enquanto a chuva batia violentamente no telhado. Se as minhas perspetivas de meio olho aberto não eram as melhores - apesar de ser apreciadora da chuva e do cheiro a terra molhada -, então as reais foram avassaladoras: passei 50 minutos em pé numa camioneta cheia de gente, com uma mala pesada ao ombro, um portátil e um guarda chuva na outra, e mil casacos que naquele momento pareciam ursos polares abraçados a mim. A morrer, saí da camioneta apressada para os meus 20 minutos de metro diários onde, feita salsicha, meti-me por entre dezenas de pessoas e segui viagem com a mochila do rapaz da frente espetada na minha cara. Finalmente, sento-me agora: um e-learning vazio está a rodear-me, sob a minha cabeça que apenas dormiu pouco mais de 3h. Até, até, que tenho um powerpoint para acabar para logo ao almoço. Teóricas? Hoje de manhã vou ter mesmo de faltar.

domingo, 29 de setembro de 2013

A fazer:

  
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Bem, vou agora beber um cafézito, ligar o pc no meu trabalho horrível de Bioquímica e seguir a estreia do tão humorístico Secret Story - porque sim, apesar de reconhecer coisas decadentes em tal reality show, adoro as gargalhadas que solto com cada personagem que por lá aparece.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mil Voltas


Sinto-me perdida: estou num curso que não admiro, na exaustão de ter tentado lutar por outro que não consigo (maldita Medicina) por 3 anos. Agarrei-me a um curso semelhante, que talvez gostasse, não fosse o facto de ter sido sempre o meu «curso de "não-estás-onde-queres"». Esse seu título carregou-se nas minhas costas, transformando-se numa angústia que ultimamente me tem deixado mais e mais triste com a vida académica que tenho. Sempre gostei de estudar, sempre tive notas exemplares e fui muito congratulada pelos meus professores e hoje... saio de um exame que mal estudei, em que respondi tudo à sorte e tenho noção que só passarei com sorte e injustiça, perante tantos outros que estudam e não passam. Amanhã tenho mais um exame, quarta outro, e a força simplesmente não existe. A verdade é que... sem ambição, sem amor ao que estudas e desejas no futuro, nada consegues. É verdade que numa situação tão sem equilíbrio, a minha personalidade já procurou soluções: quero mudar, quero estudar fora, quero começar muito e deixar para trás tanto que me deitou abaixo. Eu conheço-me, sei quando novos inícios são precisos, quando as coisas não resultam; sempre soube. E isto não vai resultar... Porém, para os meus pais, foram 2 anos académicos, sempre tiveram os meus irmãos a estudar em casa, são muito agarrados e protectores relativamente ao que represento, e vejo discussões tempestivas e desilusões a chegarem. Mas existem alturas em que sabes que as coisas não estão mesmo bem, em que os caminhos brilham na direção que tens a tomar e, nessas alturas, o único que pode agir és tu... em prol daquilo que um dia - agora sim - AMBICIONAS ser: alguém feliz e realizado.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Livros e mais Livros


Estou a derreter de calor, não páro de mudar de posição e querer temperaturas mais e mais frescas. O meu cérebro está em plena ebulição e... tenho mil e uma aulas de Bioquímica para estudar. Bioquímica, Histologia, Hábitos Alimentares e Anatomia.
Que rico Julho... aproveitem a praia enquanto sofro.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Bioquímica, DONE!

Acabei de sair de uma apresentação de Bioquímica e imaginem só...
"Nomeio o vosso trabalho como o melhor da turma. Será exposto na sala de professores para ser escolhido entre os melhores. Se for o melhor, apresentarão novamente a todos, na teórica."

  

Fiquei logo toda orgulhosa. Adoro apresentar trabalhos e principalmente tratar de todo o design envolto ao grafismo do mesmo: sou realmente picuinhas! E receber todas estas críticas positivas deixou-me com um calor mesmo bom no peito. Avé trabalhos, avé trabalhos!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Queima das Fitas do Porto, VAIS?

Ainda o cartaz saiu a metade e já estou totalmente satisfeita com os nomes já anunciados: por enquanto temos Gabriel O Pensador e inacreditalmente os Gogol Bordello, a encherem-me os olhinhos de vontade de saltar pelo pó de Matosinhos.



O ano passado apenas fui no dia de Steve Aoki e, assumo, não vi nem um bocadinho do concerto. Não tinha grande interesse por tal, andei super feliz a visitar e passear pelas barracas académicas apenas. Foi uma noite bem longa e fantástica, passada com amigos que me fizeram bem mais quentinha numa época que muito precisava. Porém, este ano, com tal cartaz e total inclusão no mundo académico, prometo mais presença e mais atenção ao palco: vai ser fantástico. Tu vais?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pauta Superior

E as notas já saíram todas. Acabei de receber a última que me deixou extremamente feliz: maldita Química, já me vi livre de ti. Infelizmente vou ter de carregar Biologia Celular e Molecular comigo mais um ano, mesmo sendo esta a cadeira que mais estudei. Acontece: já diz o ditado "Sabes que és da FCNAUP quando reprovas pelo menos uma vez a BioCel.".