segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sem Roupa Interior

 

Fiquei fascinada com o vestido seleccionado por Miranda Kerr na after party dos Globos de Ouro. Já passaram dias, mas só hoje vi estas imagens e não consegui deixar de partilhar, mesmo que seja raro fazer comentários deste género. Obrigada a excluir a roupa interior, num ato de ousadia imensa, Kerr espalhou sensualidade. Mais alguém concorda?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ideias Cinzentas

Desde pequena que a frase que mais me definia, até quando mal, mal, mal me conheciam era "Estás sempre a sorrir.". Sempre achei que o sorriso era a melhor resposta para deixar o mundo melhor - afinal, odiava e sentia um aperto no peito sempre que alguém era mais sério comigo; se não gostava, porque fazer igual? Assim percorri a minha infância e a minha adolescência com bons amigos, com conselhos que dava de coração e uma brincadeira sempre pronta no bolso. Não me importava mais nada do que viver. Não me importava o que os outros pensavam, porque sabia que não havia dedos que me podiam apontar - mas porque fazia muito por isso. Mesmo passando uma infância a falar mal, numa terapeuta da fala, sem saber dizer Ds, Js, Zs Xs (nem o meu nome conseguia dizer, coisa mais cómica!). Tive também uns quantos amigos que me diziam, de olhos bem fixos, que não devia ser tão inocente com todo o mundo, confiar, porque um dia o mundo magoava-me. Eu, de peito cheio, sempre respondi o mesmo "Se não confiar no mundo, o mundo não confia em mim. Se não confiar nas pessoas, só vou dar motivos a que não confiem em mim. Eu dou o melhor de mim e sei que vou receber de cada um o melhor.". No entanto, cresci. Lembro-me de uma data substancial que foi um estalo na minha cara, somente porque uma rapariga que mal conhecia me disse "Estás a difamar-me. Não sabes nada da minha vida e ouves coisas que não são verdade. O que ouviste?" (com tanta falsidade num olhar que nunca outrora tinha visto, enquanto eu negava o que tinha ouvido, por defender quem me era amigo) "Não me contas, darei cabo do teu percurso escolar. Os meus pais vão a tua casa. E vou falar com a direcção escolar.". Saí atormentada; aí foi uma das primeiras vezes que senti os joelhos a tremer, pelas palavras mas ainda mais por uma falsidade em olhos que nunca outrora tinha visto. Alguém mesmo mau. Lembro-me que isso mudou-me mesmo e apetecia-me berrar naquela pessoa que nada era e passou a ser das primeiras por quem passava e não conseguia evitar um esgar de ódio. Mas mesmo num patamar acima, o meu sorriso permaneceu e permanece, só com a tristeza de me ter cruzado com pessoas que têm maldade a mais dentro de si... talvez um dia melhorem (há sempre um pedaço bom).

  

Partilho hoje este pequeno pedaço de mim porque sinto-me, mais um dia, completamente abalada pelo rumo que a minha vida está a levar. Sinto-me naqueles dias em que tudo o que passaste a esconder diariamente, para te deixar mais forte a enfrentar um novo sol, desaba em cima de ti - sai da caixa e bate-te de força na cara. Tudo o que não me orgulho, a vida que estou a levar, os sonhos que não estou a viver, o percurso que continuo a levar e a voz irritante e diária que me diz que não vou conseguir nada porque, no final de contas, até hoje não consegui acabar nenhum plano meu. Que não vou sair desta vida, que a batalha é dura de mais para mim, que nunca vou ser feliz como todos - mas mesmo todos - os dias imagino de olhos fechados:  a minha liberdade, a minha independência, um curso que ame, uma vontade de estudar, o meu amor perto de mim, ideias preconceituosas longe e uma casa onde eu possa caber . Porque eu confiei no mundo, e ele não confiou em mim. Todos os dias estou numa vida que não ambicionei; todos.
( Escrito e sentido a 11 de Janeiro de 2014. )

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Should we eat Bugs?

Quanto mais temos de estudar, mais nos parece importante tudo o que nos rodeia. E admito - é muitas vezes nestas alturas que arranjo motivação para as coisas mais estapafúrdias. Mas hoje, numa das minhas viagens de descanso ao maravilhoso mundo do TED encontrei um vídeo informativo que me deixou realmente em estado de ponderação: devemos comer insectos?

(O vídeo é extremamente interessante e bem construído. Vê-se muito rapidamente e sem cansar, ganhando-se 5 minutos de conhecimento.)

Bater com a cabeça ao relembrar que os nossos ancestrais, seres bem saudáveis, comiam estes bichinhos que agora achamos nojentos fez-me abrir melhor o olho. Sabias que os romanos antigos viam as larvas como iguarias de altíssima classe? E os percevejos, crocantes e picantes - só os Reis comiam! Porém, a entrada da agricultura nos nossos hábitos de subsidência mascarou estes pobres animais como pestes destruidoras, sugadores de sangue e mil patas nojentas. Mudaram-se os hábitos, as culturas, e a heterogeneidade tornou cada vez mais as sociedades desenvolvidas afastadas dos seus hábitos primários. Porém, mesmo assim, hoje são consumidas mais de 2000 espécies de insectos por todo o mundo! E defeitos para eles? Poucos há: são nutricionalmente ótimos para o organismo, sendo fontes de proteína e ferro riquíssimas, ainda melhores que um bom bife de vaca; o impacto ambiental no metano e destruição de habitats é muito mais reduzido; a variação de espécies e sabores é imensa. Decorrem mesmo actualmente estudos que estão a tentar confirmar como uma dieta em insetos é mais rica e saudável que uma dieta em carnes/peixe.

  

Se pensarmos no que nos (me) impede de comer estes bichos... pensamos nas pernas, nas asas, no som crocante e repugnante na nossa boca. Mas sendo assim: onde ficam os lagostins, que também já foram espécies desvalorizadas? E o camarão? Descobre mais no vídeo acima sobre o assunto e abre a pestana também.

 A minha mente mudou um bocadinho e espero nesta vida experimentar pratos 
 de todo o género. E tu? 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Tropeçar no Início

Não comecei o ano como queria. Não comecei com aquele espírito tão típico meu em que inspiro fundo, fecho os olhos e peço rapidamente 12 desejos acompanhados de 12 uvas passas. Nem tão pouco pedi desejos; nem tão pouco comi uvas passas. Não fechei os olhos. Após as 12 badaladas, ainda mais dia 1 me trouxe de triste: veio uma noite estragada, uma dor de barriga enorme, uma rouquidão extrema e dores de garganta grandes. Queria beber e não podia, queria dançar e não podia, queria sentar-me e não podia. Vim para casa, contra todo o esforço que fiz por aquela dor passar, arrastando comigo o G.. Vieram palavras tocadas de álcool, amargas, chatices e amuos, dores e mil coisas que uma noite de novo ano não pede. Não comecei o ano, nem de perto nem de longe, como queria.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Vai o Velho, Fica o Novo


Não passei por cá para desejar um Feliz Natal, mas espero que tenha sido maravilhoso. No entanto, desejo a todos uma entrada com pé direito no novo ano que se avizinha: entre os mil estudos que tenho, os 8 exames em 2 únicas semanas que me esperam, consegui fugir por 3 dias e vou ter umas mini férias com quem o coração já sentia muita saudade. Que venha Nazaré, fogo de artifício e bons desejos!