Quanto mais temos de estudar, mais nos parece importante tudo o que nos rodeia. E admito - é muitas vezes nestas alturas que arranjo motivação para as coisas mais estapafúrdias. Mas hoje, numa das minhas viagens de descanso ao maravilhoso mundo do TED encontrei um vídeo informativo que me deixou realmente em estado de ponderação: devemos comer insectos?
(O vídeo é extremamente interessante e bem construído. Vê-se muito rapidamente e sem cansar, ganhando-se 5 minutos de conhecimento.)
Bater com a cabeça ao relembrar que os nossos ancestrais, seres bem saudáveis, comiam estes bichinhos que agora achamos nojentos fez-me abrir melhor o olho. Sabias que os romanos antigos viam as larvas como iguarias de altíssima classe? E os percevejos, crocantes e picantes - só os Reis comiam! Porém, a entrada da agricultura nos nossos hábitos de subsidência mascarou estes pobres animais como pestes destruidoras, sugadores de sangue e mil patas nojentas. Mudaram-se os hábitos, as culturas, e a heterogeneidade tornou cada vez mais as sociedades desenvolvidas afastadas dos seus hábitos primários. Porém, mesmo assim, hoje são consumidas mais de 2000 espécies de insectos por todo o mundo! E defeitos para eles? Poucos há: são nutricionalmente ótimos para o organismo, sendo fontes de proteína e ferro riquíssimas, ainda melhores que um bom bife de vaca; o impacto ambiental no metano e destruição de habitats é muito mais reduzido; a variação de espécies e sabores é imensa. Decorrem mesmo actualmente estudos que estão a tentar confirmar como uma dieta em insetos é mais rica e saudável que uma dieta em carnes/peixe.
Se pensarmos no que nos (me) impede de comer estes bichos... pensamos nas pernas, nas asas, no som crocante e repugnante na nossa boca. Mas sendo assim: onde ficam os lagostins, que também já foram espécies desvalorizadas? E o camarão? Descobre mais no vídeo acima sobre o assunto e abre a pestana também.
A minha mente mudou um bocadinho e espero nesta vida experimentar pratos
de todo o género. E tu?
de todo o género. E tu?



