Nos últimos anos sinto que o meu contacto com o vegetarianismo expandiu-se bastante: tanto no mundo blogueiro como no meu mundo quotidiano, foram várias as pessoas que demonstraram o seu amor aos produtos vegetais. No meu sincero íntimo, perguntei-me várias vezes: porquê? Cá em casa há criação de galinhas, já houve de coelhos, e nesta vida humilde e em paz com os pobres animais, nunca me senti a desrespeitar a sua natureza, pelo que o meu amor por refeições de carne, leite e ovos nunca teve pontos que o deitassem abaixo. A minha mãe sempre tratou da morte dos pequenos animais, algo rápido e pouco doloroso (diria, numa linguagem que desta forma parece fria demais mas não com tal intenção). Então sublinhava a minha pergunta: porquê, porquê, porquê?
A meu ver, pelo menos pelo verificado em casa, cada um apenas seguia o seu destino na alimentação, do modo mais correto. Porém, há umas horas atrás, tudo mudou um pouco com uma publicação virtual que li: com ela, não digo que correrei a alterar o meu regime alimentar; acho isso pouco provável, sendo eu apreciadora nata de carne e pouco consumidora de vegetais em massa. Mas fiquei triste, realmente triste.
A publicação que li deu, talvez, um pouco de entendimento à minha questão. Percebi que as questões envolvidas nesta escolha talvez não fossem puramente uma mania de cada um, uma questão de dietas mais ou menos saudáveis... que tem, como sempre, uma quanta parte de relação à atitude cruel do Homem. Percebi com esta publicação que as práticas morais da minha mãe, que tanto me pareciam naturais à alimentação, passam ao absurdo quando outras mãos humanas se apoderam dos animais e os torturam, simplesmente. Percebi isso com estremecimentos a declarações como estas, chocantes e assustadoras (não aconselho o vídeo nem as declarações a quem for mais sensível):
"Uma vez eu levei a minha faca – afiada o suficiente – e cortei a ponta do
nariz de um porco, como um pedaço de mortadela. O porco foi à loucura por
alguns segundos. Em seguida, ele apenas ficou lá olhando, como um estúpido.
Daí, eu peguei um punhado de sal e salmoura e triturei em seu nariz. Aí sim,
o porco realmente enlouqueceu, esfregando o nariz em todo o lugar. Eu ainda
tinha um monte de sal na minha mão – estava usando uma luva de borracha – e
eu enfiei o sal no rabo do porco. O pobre do porco não sabia o que fazer.”
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nariz de um porco, como um pedaço de mortadela. O porco foi à loucura por
alguns segundos. Em seguida, ele apenas ficou lá olhando, como um estúpido.
Daí, eu peguei um punhado de sal e salmoura e triturei em seu nariz. Aí sim,
o porco realmente enlouqueceu, esfregando o nariz em todo o lugar. Eu ainda
tinha um monte de sal na minha mão – estava usando uma luva de borracha – e
eu enfiei o sal no rabo do porco. O pobre do porco não sabia o que fazer.”
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“Eu já arrastei vacas até que seus ossos começassem a quebrar, enquanto
elas ainda estavam vivas. Quando as estou trazendo até o canto e elas
ficam presas na porta de entrada, puxo até que sua pele seja rasgada, até
que o sangue escorra no concreto e ferro. Quebro suas pernas…. E a vaca chora
com sua língua pendurada. Eles puxam os animais até que seus pescoços quebrem.”
(MAIS AQUI.)
elas ainda estavam vivas. Quando as estou trazendo até o canto e elas
ficam presas na porta de entrada, puxo até que sua pele seja rasgada, até
que o sangue escorra no concreto e ferro. Quebro suas pernas…. E a vaca chora
com sua língua pendurada. Eles puxam os animais até que seus pescoços quebrem.”
(MAIS AQUI.)
Não consigo colocar mais nada aqui. Mais nenhum dos testemunhos que li. Preenche-me neste momento uma tristeza enorme, um sofrimento íntimo pela crueldade do mundo. Um pesar de sofrimento e vergonha por uma raça que não sabe prezar a vida, as vidas. Só penso.




