quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Uma Questão Mais que Animal... diria Humana!

Nos últimos anos sinto que o meu contacto com o vegetarianismo expandiu-se bastante: tanto no mundo blogueiro como no meu mundo quotidiano, foram várias as pessoas que demonstraram o seu amor aos produtos vegetais. No meu sincero íntimo, perguntei-me várias vezes: porquê? Cá em casa há criação de galinhas, já houve de coelhos, e nesta vida humilde e em paz com os pobres animais, nunca me senti a desrespeitar a sua natureza, pelo que o meu amor por refeições de carne, leite e ovos nunca teve pontos que o deitassem abaixo. A minha mãe sempre tratou da morte dos pequenos animais, algo rápido e pouco doloroso (diria, numa linguagem que desta forma parece fria demais mas não com tal intenção). Então sublinhava a minha pergunta: porquê, porquê, porquê?

  

A meu ver, pelo menos pelo verificado em casa, cada um apenas seguia o seu destino na alimentação, do modo mais correto. Porém, há umas horas atrás, tudo mudou um pouco com uma publicação virtual que li: com ela, não digo que correrei a alterar o meu regime alimentar; acho isso pouco provável, sendo eu apreciadora nata de carne e pouco consumidora de vegetais em massa. Mas fiquei triste, realmente triste.
A publicação que li deu, talvez, um pouco de entendimento à minha questão. Percebi que as questões envolvidas nesta escolha talvez não fossem puramente uma mania de cada um, uma questão de dietas mais ou menos saudáveis... que tem, como sempre, uma quanta parte de relação à atitude cruel do Homem. Percebi com esta publicação que as práticas morais da minha mãe, que tanto me pareciam naturais à alimentação, passam ao absurdo quando outras mãos humanas se apoderam dos animais e os torturam, simplesmente. Percebi isso com estremecimentos a declarações como estas, chocantes e assustadoras (não aconselho o vídeo nem as declarações a quem for mais sensível):



"Uma vez eu levei a minha faca – afiada o suficiente – e cortei a ponta do
nariz de um porco, como um pedaço de mortadela. O porco foi à loucura por
alguns segundos. Em seguida, ele apenas ficou lá olhando, como um estúpido.
Daí, eu peguei um punhado de sal e salmoura e triturei em seu nariz. Aí sim,
o porco realmente enlouqueceu, esfregando o nariz em todo o lugar. Eu ainda
tinha um monte de sal na minha mão – estava usando uma luva de borracha – e
eu enfiei o sal no rabo do porco. O pobre do porco não sabia o que fazer.”
.
“Eu já arrastei vacas até que seus ossos começassem a quebrar, enquanto
elas ainda estavam vivas. Quando as estou trazendo até o canto e elas
ficam presas na porta de entrada, puxo até que sua pele seja rasgada, até
que o sangue escorra no concreto e ferro. Quebro suas pernas…. E a vaca chora
com sua língua pendurada. Eles puxam os animais até que seus pescoços quebrem.”
(MAIS AQUI.)

Não consigo colocar mais nada aqui. Mais nenhum dos testemunhos que li. Preenche-me neste momento uma tristeza enorme, um sofrimento íntimo pela crueldade do mundo. Um pesar de sofrimento e vergonha por uma raça que não sabe prezar a vida, as vidas. Só penso.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

De Plano Falhado...

Eu disse a mim mesmo, de forma muita convincente, que ia vir cedo para casa para estudar um bocadinho de Fisiologia, só por desporto - é que vai e vem, a matéria acumula e, sabendo como aparvalho com a matéria toda de exame, prometo isto sempre no início dos semestres, embora caia sempre em plano falhado -; porém o blogue apareceu-me à frente, deu a mão ao Facebook e convidou o Pinterest a entrar. Quando dei por mim, a tarde passou, a noite chegou e... cá estou eu novamente de planos falhados. Será que ainda vou estudar algo? Querido Boron - seduz-me!

2D Bag: Acreditas?

Já tinha visto referências a estas malas fenomenais mas hoje, numa nova passagem ligeira pelo mundo virtual, voltei a encontrá-las: que paixão! São mesmo bonitas e fora do comum; algo que só por si me fascina. Por mais que pareçam estranhóides, são mesmo verdadeiras:




Só tinham o senão de mal caber alguma coisa e eu ser uma autêntica lady que anda sempre com meia casa atrás. Encontrem (e comprem) mais aqui. Já está na minha wishlist!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Não Vontade

A não vontade está a regressar e, mesmo que seja algo que carrego já à uns dois anos, continua estranho sentir tudo isto: não tenho vontade de acordar, de preparar mala e abalar para mais de uma hora de viagem para a faculdade. Às vezes não sei se é da distância ou da falta de horas de sono, mas acho sinceramente que o principal motivo é o apego à minha família, aquele retornar diário a uma vida que não controlo. A cada dia que passa, cansa-me não só não ter entrado no curso que queria como, principalmente, não escrever a história que quero pelas minhas próprias mãos: queria tanto viver sozinha, cozinhar sozinha, planear saídas sozinha, entendem? E sinto-me longe de tudo isso, a cada manhã acordada numa cama longe demais de tudo. Quem sabe um dia - só não sei com que plano. Queria-me longe daqui, numa volta de 180 graus, perto de mim, quem sabe perto do G., mas numa batalha só minha.

Adormeci. Ou melhor... não tive vontade de acordar. Perdi duas camionetas. Perdi duas aulas.
E a não vontade ataca diariamente.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

É o Ping de Bom Dia


Chove, chove. Ainda na cama, só pensava na longa viagem que ainda tinha a realizar, cheia de coisas nas mãos, enquanto a chuva batia violentamente no telhado. Se as minhas perspetivas de meio olho aberto não eram as melhores - apesar de ser apreciadora da chuva e do cheiro a terra molhada -, então as reais foram avassaladoras: passei 50 minutos em pé numa camioneta cheia de gente, com uma mala pesada ao ombro, um portátil e um guarda chuva na outra, e mil casacos que naquele momento pareciam ursos polares abraçados a mim. A morrer, saí da camioneta apressada para os meus 20 minutos de metro diários onde, feita salsicha, meti-me por entre dezenas de pessoas e segui viagem com a mochila do rapaz da frente espetada na minha cara. Finalmente, sento-me agora: um e-learning vazio está a rodear-me, sob a minha cabeça que apenas dormiu pouco mais de 3h. Até, até, que tenho um powerpoint para acabar para logo ao almoço. Teóricas? Hoje de manhã vou ter mesmo de faltar.