Hoje preciso de palavras, preciso de opiniões e corações. Como o título refere, não é difícil atingir o ponto chave de todo este post: eu vivo um amor à distância. Estou dependente, como nunca estive outrora, de um rapaz que se encontra a estudar a 400 km de distância de mim. A nossa relação começou no mês passado, embora toda a nossa aproximação (maioritariamente virtual) já tenha alguns meses; completamos já um mês de namoro. É fácil avaliar que os nossos encontros são bem complicados, e já passamos por desafios e aventuras enormes que viraram grandes provações do que sentiamos um pelo outro. Muitos dizem que o amor não tem distância, não tem tempo; mas quem vive sabe quantas noites foram passadas em chamadas apimentadas de lágrimas, frutos da saudade do beijo, do olhar e do corpo. Orgulho-me de saber que mudei muito por toda esta relação que criei, e orgulho-me ainda mais por saber o quanto mudei a outra pessoa em questão e o quanto sinto o que ela sente. Porque se tal amor dói muito - se dói, minha gente, se dói! - todos os quantos me deram forças me referiram que não há amor mais belo que aquele em que cada pequeno gesto é avaliado e conhecido, cada pequena tristeza é detetada, cada sentimento explosivo se sente em ambos os corpos e cada encontro é desejado e explorado como único, tornando-o perfeito carpe diem. Mas o medo ataca, em cada passo sem mim, em cada pensamento futurista, a cada resposta mais demorada, a cada noite longe. Uma dictomia constante cujo remédio, santo e rápido, somos unicamente não eu, nem tu; NÓS.
{ E tu? Que pensas do amor à distância? Já viveste algo assim? }
And you? What do you think about distance love? Do you live some like that?